Entre os dias 22 e 25 de abril, aconteceu, no Rio de Janeiro, o 58º CONEG (Conselho Nacional de Entidades Gerais) da União Nacional dos Estudantes (UNE), que contou com a presença de mais de 500 lideranças estudantis de todo o país, além de dirigentes sindicais, ministros, líderes partidários e representantes de diversos movimentos sociais.
O Conselho, que reuniu as UEEs (Uniões Estaduais de Estudantes) e os DCEs do Brasil inteiro, discutiu e aprovou uma plataforma política com as reivindicações dos estudantes, que será apresentada para a sociedade, mirando nas eleições de outubro.
A plataforma política que foi aprovada tem cunho progressista e foi defendida pela maioria das forças políticas que compõem a UNE. Ela reconhece avanços nos governos Lula, mas propõe o aprofundamento das políticas sociais visando ampliar a democracia no país, através da participação popular e da inclusão social.
Um dos pontos altos do CONEG foi a participação do pensador Emir Sader, que foi aplaudido de pé pela platéia, quando discursou em uma mesa sobre concepções de projeto nacional, juntamente com a presidente da Marcha Mundial de Mulheres, Sônia Coelho, com o presidente da CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) Wagner Gomes e representantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e do Centro Manoel Lisboa de Cultura.
A plenária final - que encerrou o evento com a aprovação do “projeto Brasil” dos estudantes – aconteceu num endereço com forte simbologia e importância histórica: Praia do Flamengo, número
O endereço foi retornado a UNE pelo presidente Itamar Franco, e teve selado o compromisso do presidente Lula de que será reparado o lastimável equívoco cometido pelos militares, deixando a União Nacional dos Estudantes na clandestinidade até 1979.
Uma falsa polêmica foi empreendida pela mídia conservadora, em torno da possibilidade da UNE apoiar a candidatura de Dilma Roussef à presidência. Tal idéia teria sido defendida por grupos minoritários da entidade, mas nem chegou a ser votada.
A União Nacional dos Estudantes já apoiou a candidatura de João Goulart à presidência, e apoiou a candidatura de Lula no 2º turno das últimas eleições. O compromisso dos dirigentes de entidades gerais estudantis com a UNE e com a pluralidade dos estudantes representados foi reafirmado, mas os estudantes mostraram que têm lado sim, e que a UNE não é chapa-branca, como afirmou Augusto Chagas, presidente da União: “Nós não queremos, por exemplo, que o Brasil volte a ser conduzido com políticas relacionadas à questão das privatizações, na redução do Estado, como se fazia em discurso de dez anos atrás”.
O D.A José Milton Santos no CONEG – os membros da diretoria da entidade: Felipe Canêdo, André Gravito e Marcelo Bayeux, estiveram presentes no Conselho e marcaram presença em várias mesas e espaços, defendendo a democratização da comunicação, as políticas de expansão da universidade e de inclusão social do governo federal e a reforma política no Brasil.