O Coletivo de Mulheres da PUC Minas vem a público repudiar as atividades da “Semana da Mulher” organizadas pela gestão do DCE “Voz dos Estudantes”. De 16 a 18 de novembro acontecem no campus Coração Eucarístico da PUC Minas oficinas de moda, beleza e emagrecimento destinadas, principalmente, às mulheres estudantes e patrocinadas por empresas de cosméticos, salões de beleza, academias entre outros.
Essa iniciativa reforça a imposição de padrões de beleza e de comportamento às mulheres, tolhendo sua autonomia, desrespeitando sua diversidade e tratando o corpo e vida das mulheres como mercadoria. Sabemos que são esses padrões, estimulados por atividades como essa, que reforçam o uso indiscriminado de remédios para emagrecer, o grande número de cirurgias plásticas e as doenças relacionadas a distúrbios alimentares.
Por outro lado as empresas farmacêuticas e cosméticas lucram cada dia mais com a reprodução desses padrões e ajudam a colocar às mulheres em situação de permanente insegurança com relação ao seu próprio corpo.
O DCE deveria ser a entidade que promove o debate sobre essas questões e combata todo o tipo de opressão e não que constrói atividades patrocinadas por empresas, com intuito de fazer propaganda, que reproduz imagens estereotipadas da mulher e que reforça um movimento estudantil acrítico e descompromissado.
Coletivo de Mulheres PUC Minas
Marcha Mundial das Mulheres
União Estadual dos Estudantes de
Minas Gerais (UEE-MG)
O D.A.Jo.Mi.S acrescenta:
Tendo em vista a grande polêmica causada pela recente questão do assédio à aluna da Uniban, entendemos que o DCE deveria direcionar a atenção de toda a comunidade acadêmica para o debate da emancipação da mulher, e não criar uma semana que reproduza a concepção que levou à barbárie e a vexatória manifestação dos alunos da Universidade Bandeirantes (Uniban). E que, além disso, desprendeu grandes esforços para realização de uma Semana da Mulher, justo na semana da Consciência Negra (dia 20/11). Quem sabe o DCE não aproveita o Dia Internacional da Mulher (8 de Março), e faz uma semana da Consciência Negra alimentando o racismo na Universidade? A lógica não seria muito diferente, seria? Ou então aproveita o Dia Internacional do Orgulho Gay (28 de junho), e faz uma Semana LGBTT, alimentando a homofobia.
Essa iniciativa reforça a imposição de padrões de beleza e de comportamento às mulheres, tolhendo sua autonomia, desrespeitando sua diversidade e tratando o corpo e vida das mulheres como mercadoria. Sabemos que são esses padrões, estimulados por atividades como essa, que reforçam o uso indiscriminado de remédios para emagrecer, o grande número de cirurgias plásticas e as doenças relacionadas a distúrbios alimentares.
Por outro lado as empresas farmacêuticas e cosméticas lucram cada dia mais com a reprodução desses padrões e ajudam a colocar às mulheres em situação de permanente insegurança com relação ao seu próprio corpo.
O DCE deveria ser a entidade que promove o debate sobre essas questões e combata todo o tipo de opressão e não que constrói atividades patrocinadas por empresas, com intuito de fazer propaganda, que reproduz imagens estereotipadas da mulher e que reforça um movimento estudantil acrítico e descompromissado.
Coletivo de Mulheres PUC Minas
Marcha Mundial das Mulheres
União Estadual dos Estudantes de
Minas Gerais (UEE-MG)
O D.A.Jo.Mi.S acrescenta:
Tendo em vista a grande polêmica causada pela recente questão do assédio à aluna da Uniban, entendemos que o DCE deveria direcionar a atenção de toda a comunidade acadêmica para o debate da emancipação da mulher, e não criar uma semana que reproduza a concepção que levou à barbárie e a vexatória manifestação dos alunos da Universidade Bandeirantes (Uniban). E que, além disso, desprendeu grandes esforços para realização de uma Semana da Mulher, justo na semana da Consciência Negra (dia 20/11). Quem sabe o DCE não aproveita o Dia Internacional da Mulher (8 de Março), e faz uma semana da Consciência Negra alimentando o racismo na Universidade? A lógica não seria muito diferente, seria? Ou então aproveita o Dia Internacional do Orgulho Gay (28 de junho), e faz uma Semana LGBTT, alimentando a homofobia.
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